Um bom projeto demanda bons profissionais

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Arquiteto Enio Stumpf ressalta importância de estar bem cercado na construção de um lar

A construção de um lar é processo dos mais particulares na vida de uma pessoa. Para que tudo saia perfeito, e você possa sentar no sofá, olhar em volta e sentir-se em casa, é primordial confiar esse sonho nas mãos certas. Encontrar os profissionais certos é a garantia de um processo muito mais prazeroso que estressante.

Enio Stumpf é arquiteto formado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) em 2008. Desde então, possui escritório próprio onde desenvolve projetos de arquitetura civil e de interiores com foco no residencialcompleto. Ele alerta, primeiramente, para a importância da pesquisa no processo de escolha do profissional responsável pelo projeto. Ter a certeza de que o estilo encaixe perfeitamente com o esperado, verificar se o arquiteto ou designer de interiores é capaz de compreender as necessidades. “Lembre-se: nem tudo o que é bom para uns, é o melhor para você! Pesquise, conheça melhor os projetos desenvolvidos pelo profissional, pergunte-se: ‘Eu usaria ou moraria nos ambientes por ele projetados?’”, frisa. 

 

Uma dica é buscar alguém dentro do nicho desejado - residencial, comercial ou corporativo. Essa é uma garantia de um trabalho qualificado e assertivo, sem dor de cabeça. “Busque um escritório que seja empresa de arquitetura e tenha um CNPJ; pode parecer irrelevante, mas, escritórios assim costumam trabalhar com equipes e fornecedores com empresas registradas, o que trará mais segurança contratual em todas as etapas do projeto a obra”, recomenda Stumpf. 

 

Outro ponto que precisa ser tratado com muita seriedade, destaca o arquiteto, é o planejamento do projeto. Ter clareza de como se dará a apropriação dos espaços, o que precisará ser armazenado, organizado e de que forma será o dia a dia nos ambientes precisam estar absolutamente precisas na mente na hora de tomadas de decisão. “O arquiteto entra como um aliado ao elaborar um projeto que leva em consideração todo um estudo que começa pelo layout do mobiliário dentro do cômodo e, ainda, os fluxos de circulações internas, a ventilação e a luz natural, a distribuição da iluminação artificial e o mais importante: o desenvolvimento de um mobiliário muito bem planejado.”

 

Tendências

Stumpf vê o lar como uma roupa que, muito mais do que cobrir e proteger, transmite personalidade, gostos e postura na sociedade. Nesse sentido, se posiciona contra modismos temporários, logo substituídos pelo próximo. Nesse sentido, entende como mais coerente pensar em projetos atemporais, que sirvam de pano de fundo para a apropriação da forma como o usuário achar mais pertinente. 

 

Ele cita, entretanto, algumas tendências que podem acabar contribuindo para essa formação do lar. Uma delas é a urban jungle, a aproximação do ser humano com a natureza. “Há algum tempo, é possível observar um aumento na quantidade de plantas compondo os ambientes junto com luminárias, móveis e demais elementos decorativos, que passaram a ter um papel fundamental nos projetos. Porém, vale lembrar novamente da questão de identidade: se a pessoa não curte cuidar de plantas, nada adianta trazer essa tendência ao projeto, você estará trazendo um problema para a vida dela”, comenta. “Acredito que a melhor tendência em decoração e arquitetura é aquela que vem com a essência dos usuários que habitam o espaço, organizadas de forma coesa e adequada pelo arquiteto”, finaliza.